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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Meu Deus, o que foi que aconteceu comigo? Hum...? É tão absurdo pensar que há menos de um ano eu ainda estava tão cheia de alegria, animada, viva, incansável no meu trabalho... sabia dizer palavras que tocavam as lágrimas até os mais brutos e ignorantes; eu conseguia chorar. Porque a vida me comovia; me indignava com o que parecia meu ou injusto! A inspiração e a poesia eram minhas companheiras... eu tinha fé...! Olhava o futuro de frente, no fundo dos olhos, como se fossem olhos de minha mãe. E agora, meu Deus? De onde vem essa fraqueza? O que é que há com os meus nervos? Meu cérebro, braços e pernas não me obedecem mais.  Eu me desprezo! Odeio profundamente o som da minha voz, o ruído dos meus passos, minhas mãos, meu corpo, minhas roupas e os meus próprios pensamentos.

Trecho da peça "A loba de rayban"

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